Texto: Renatinho DelArte
Motivação: Vazio que vem de dentro
Título: Portão da alma
O quanto eu te falei, isso vai mudar, motivos nunca dei, você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você, não vai me livrar de viver, na verdade, não me livra de sofrer cara, quando agente para pra pensar, e vê que lá no fundo tem uma coisinha martelando, se perguntando... Por quê? Eu ajudei tanto, eu procurei melhorar, eu procurei fazer tudo de bom, mas na verdade esse idéia não passa de uma metáfora, por que ao fundo, as pessoas procuram olhar o que você errou, e fazem listas e listas de tudo que você tem feito de errado, mas eu aprendi que quando nós temos o AMOR ele supera tudo, tudo mesmo, supera meus erros e os erros d’ela. Mas ainda prefiro fazer lista de boas coisas do que sair a procurar os erros. É profundo quando no portão da minha alma eu consigo enxergar mesmo que na sombra que ele se encontra, eu posso ver uma pessoa lá dentro, ela não sorri, ela não brinca, não faz nada, mas ela está lá, como um sentimento frio e fraco que não quer sair, como um espinho na carne que alem de não querer sair, não melhora nem piora, só fica lá. Sem nada, sem ninguém, a solidão vai inundando tudo, até que este alguém que se encontra sentado nesta prisão vai começando a sumir, aos poucos o alpha deste ser vai desaparecendo e você vai ficando melhor. Tudo que machuca traz reação, o problema não é a dor, são as conseqüências que ela trás. Mas seja o que for, não sei por quanto tempo esse fantasma do passado vai ficar aqui. Enquanto ele estiver, não quero passar do portão da minha alma.
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